Igreja Matriz de Maranguape

Foto: Pedro Feitoza.

Sítio onde nasceu Chico Anysio

Foto: Pedro Feitoza.

Praça em homenagem ao historiador Capistrano de Abreu

Foto: Raquel Jennyfer.

Pedra da Rajada

Pico com 920m.Foto: Rafael Sousa

Noite na cidade

Foto: Rafael Machado.

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domingo, 12 de julho de 2015

História do ensino em Maranguape

O ensino, nos tempos iniciais da aldeia, era feito por mestres-escolas, professores ambulantes que andavam de sítio em sítio alfabetizando os filhos dos proprietários. A primeira escola oficial de Maranguape surge no segundo decênio do século XIX, por exigência de seus habitantes e pronto atendimento do Presidente da Província. Funcionava na própria residência do professor designado.  Em 18 de maio de 1820, D. Pedro I, Imperador do Brasil, confirma ato de seu representante provincial provendo na Cadeira de Primeiras Letras da povoação de Maranguape a Joaquim Lopes da Cunha, com um ordenado anual de trezentos mil réis.

Muito tempo depois, já no Período Republicano, é instalada a primeira escola, em prédio apropriado de acordo com os padrões do ensino contemporâneo. As escolas urbanas de Maranguape foram todas reunidas no que se chamou de Grupo Escolar Benjamim Barroso, em homenagem ao Presidente do Estado da época e foi inaugurado a 21 de julho de 1916. Funcionou no sobrado das Correias, na Praça da Matriz, tendo como primeira diretora Dona Cândida Vieira Cavalcante e como professora Alice Chaves, Maria Leonese de Sousa Brasil, Isabel Amélia Pereira, Lídia de Pontes Vieira e Emília Vieira.


Solar dos Correias, onde funcionou o Grupo Escolar Benjamim Barroso.

Em 1933, a escola mudou de nome, passando a chamar-se Grupo Escolar Capistrano de Abreu. Nos anos 30, 40 e meados do século passado, ali marcaram época as mulheres da família Pontes Vieira, todas professoras: Emília, Cândida e Áurea, além das parentas, Ana Vieira, e Juvenília Vieira Mavignier de Oliveira, e também Francisca (Chiquinha) Assunção e Dona Naninha (Ana de Oliveira Cabral), esta, uma figura histórica do magistério maranguapense, pois, filha do Icó, chegou a esta cidade em 1905 e aqui viveu até a idade de 86 anos, ensinado gerações.
Também destacaram-se as irmãs Raimundinha e Anita Mota; Zélia, Belalinda e Maria da Glória Filgueiras Bastos; e Maria Ferreira. Da família Nunes, Edith Nunes Costa, fundadora do colégio São José, e suas irmãs Isa Nunes, Suzete Nunes Cavalcante e Maria Nunes Costa esta última, a primeira professora de Everardo Ferreira Telles, da Ypióca.

Professora Cândida de Pontes Vieira (Candinha). 1843-1950. Créditos: mauxhomepage
 
Professora Edith Nunes Costa, fundadora do Colégio São José. 1914-1998.
Créditos: Blog Guardiões da História

Ficaram na história da educação de Maranguape o professor Osório Uchoa Soares Campos, que prestou inestimáveis serviços à educação maranguapense, fundador do Ginásio Anchieta, a primeira escola de ensino médio do município, dona Cristeta (a primeira professora do escritor Gilson Nascimento, constantemente lembrada em seus livros), dona Mariquinha, professora do Elano de Paula e do Chico Anysio, padre Raimundo Pinto de Albuquerque e as Irmãs de Nossa Senhora do Amparo, a congregação religiosa que dirigia o Instituto Santa Rita, instituição que marcou época pela excelência do nível e pela formação de um quadro de professoras de grande quilate.

Pe. Raimundo Pinto e o Grupo de Normalistas formadas no Colégio Anchieta de Maranguape. Dezembro - 1971

 
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