Corria o ano de 1930 quando chegou a Maranguape um moço francês. Chamava-se Robert Joseph Braquehais, e tinha 28 anos.
Nascera na cidade de Brionne, na região da Normandia, em 1902. Vinha para trabalhar como técnico na “Fábrica Maranguape”, uma empresa da família Gradvohl, judeus franceses que produziam tecidos de algodão para sacaria e roupas rústicas.
Braquehais mais tarde trouxe a esposa, a madame Janete, e integrou-se completamente a sociedade local, revelando-se um líder.
Em todos os empreendimentos sociais e desportivos da cidade, envolvia-se o francês com o entusiasmo que a todos contagiava. Durante anos comandou a seleção de Maranguape, levando-a a históricas conquistas, como a de Campeã do Primeiro Intermunicipal Cearense de Futebol, em 1940.Nascera na cidade de Brionne, na região da Normandia, em 1902. Vinha para trabalhar como técnico na “Fábrica Maranguape”, uma empresa da família Gradvohl, judeus franceses que produziam tecidos de algodão para sacaria e roupas rústicas.
Braquehais mais tarde trouxe a esposa, a madame Janete, e integrou-se completamente a sociedade local, revelando-se um líder.
Quando veio a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o “francês de Maranguape” partiu para a Europa, alistando-se como voluntário para combater por seu país de origem contra a tirania nazista. Conseguiu sobreviver e, ao voltar, em 1945, foi recebido como um herói, com todas as honras que a cidade pode lhe oferecer.
Os filhos de Robert Braquehais, Jean Robert (falecido em 1980) e Huguette (desembargadora do Tribunal de Justiça do Ceara), receberam abalizada educação, continuando a honrar o nome que trouxeram.
Robert Braquehais faleceu aos 59 anos, em 1961. Em sua homenagem existe uma rua no bairro Parque Santa Fé em Maranguape.
Fonte: Livro "Maranguape" de Juarez Leitão.
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